


Foi maravilhoso ir ao Museu da Casa do Pontal, tirando o fato de não ter encontrado o que eu realmente buscava. Numa linda manhã de sábado resolvi me mandar para lá. Da minha casa - 20 min da Barra da Tijuca - levei 1h e meia para chegar de ônibus, passando perto de onde a Xuxa perdeu a vergonha, a praça onde Judas perdeu a cueca e atravessando claro o lábemlonge . Nunca pensei que fosse tão pra láááááá.. mas foi delicioso chegar ao pé da montanha e sentir aquele ar fresco que só uma reserva pode proporcionar. Logo que entrei, saquei a máquina fotográfica para tirar fotos das plantas tropicais do jardim e me deparei com enormes teias de aranha no meio delas. Tenho que admitir que fazia muito tempo que eu não tinha aquele meu ataque de aracnofobia (arrepios, pulinhos acompanhados de gritos estridentes e caretas horríveis) e me detive a apenas andar pelas passagens recentes, evitando me embrenhar no mato. Claro que o pavor não veio do nada. Anos atrás quando praticava ainda orientação, ou esporte de maluco como meus amigos chamam, entrei numa teia enorme – ENORMEMENTEMONSTRUOSA – que ficava esticada entre os pinheiros.
Para completar o cenário de filme de terror na floresta, notei que todas as teias esticadas entre as árvores eram amareladas pelo pólen que caiam das árvores deixando aquela construção ainda mais bizarra.
Mas aí, voltando ao assunto, entrei no estabelecimento e me deparei com uma pequena estátua de barro do Mestre Vitalino. Já tinha visto em alguns livros de história da arte mas nunca parei realmente nenhuma importância para aquele estilo de arte rudimentar.
E aí, fiquei imediatamente emocionada em ver as estátuas praticamente marcadas pelos dedos dos artesãos. Dava para imaginar como eram feitas e em que situações. Fantástico!
Andei por vários corredores cheios de pequenas estátuas de barro, madeira, às vezes pedra e metal de vários outros artistas do norte e nordeste brasileiros. Depois segui por outros corredores de arte religiosa e ritualística também muito interessantes.
Infelizmente saí de lá sem ver os mamulengos, motivo de minha visita ao museu, porque devido às chuvas que quase destruíram o Rio de Janeiro, algumas das exposições tiveram de ser removidas, fechando alguns espaços para reforma.
Pelo visto terei de ir até o Museu Tiridá para completar essa pesquisa, láááá em Recife!!